NOTÍCIAS | Publicado em 10/09/2019 10:09:07    
No vai e vem dos ônibus, Pit Stop pela Vida fala de depressão e suicídio

Equipe da Semed (Secretaria Municipal de Educação) madrugou no Terminal Morenão, por onde embarcam e desembarcam milhares de passageiros diariamente, para conscientizar sobre sintomas da depressão, casos de automutilação e outros sofrimentos mentais que levam ao suicídio. A plataforma é frequentada por centenas de estudantes a caminho da escola e também pelos pais desses adolescentes e por isso foi escolhida como ponto de partida para mais uma ação do Setembro Amarelo.

Desde maio do ano passado, a secretaria passou a registrar estatisticamente casos de depressão e de automutilação identificados entre os alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino). Os números são alarmantes, segundo Alélis Gomes, Superintendente de Gestão e Normas da Semed.

De janeiro até agora, foram 4,8 mil casos de depressão identificados e encaminhados para tratamento. Setenta e oito estudantes foram flagrados com marcas de automutilação.

Entre janeiro e maio deste ano, 180 crianças e jovens, de 10 a 19 anos, tentaram deixar de existir.

“A principal maneira de ajudar é com a escuta, muitas vezes essas pessoas só precisam ser ouvidas. Estamos dando a oportunidade para que as pessoas falem e ensinando que depressão não é drama e nem frescura. As pessoas não gostam de falar, então a nossa intenção é provocar essa fala. Nos colocamos à disposição”, afirma Alélis.

No terminal, duas cartilhas são entregues aos passageiros, uma da Semed que explica sobre a adolescência e suas questões comportamentais e outra, elaborada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), sobre os sinais e frases de alerta que antecedem o suicídio, a importante de não ignorar, saber escutar e onde procurar ajuda, nos CAPs (Centros de Atenção Psicossocial), por exemplo.

Não é só rebeldia – Cristiane Valdez Albuquerque, psicóloga da Semed, explica que apatia, tristeza, agressividade e até euforia são sinais de que o estudante precisa de ajuda. “Nem tudo é má educação”.

 

Fonte: Campo Grande News

Assessoria de Imprensa do Consórcio Guaicurus