NOTÍCIAS | Publicado em 25/11/2021 08:42:44    
Mais de 23 milhões de mosquitos com a wolbachia já foram soltos

A biofábrica instalada na sede do Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS), desde que entrou em operação, já produziu 23 milhões de mosquitos com a bactéria wolbachia – usados para o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya. Até o momento, 32 bairros de Campo Grande já foram atendidos nas três fases e 200 mil pessoas engajaram-se no programa.

Segundo o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende, os resultados do método wolbachia são extremamente animadores e representam verdadeiro alívio para Mato Grosso do Sul, que sofre há muitos anos com a Dengue. “Estamos entusiasmados com os resultados desse projeto. Assim, queremos evoluir e expandir esta iniciativa para outras cidades do Estado”, disse.

Para o gestor da WMP/Fiocruz no Brasil, Gabriel Sylvestre, o wolbito se estabeleceu de forma positiva em Campo Grande.

“Após a soltura, a gente espera que ele se estabeleça, cruze e tenha filhotes com a wolbachia. Assim, constatamos que há bairros com excelentes resultados, com índice de 60%. Isso significa que temos sustentabilidade em campo, fator responsável pelo sucesso do projeto. O engajamento da população em relação ao projeto também foi muito positiva”, argumentou.

É importante ressaltar que os mosquitos (wolbitos) não foram liberados todos de uma vez. Por cinco meses de trabalho intenso, uma vez por semana os agentes de saúde liberam entre 100 a 150 mosquitos por 16 a 20 semanas. “Cada fase do programa compreende cerca de 7 mil pontos de soltura por semana”, explica Gabriel Sylvestre.

Outra iniciativa do programa é a liberação de wolbitos através de dispositivos de liberação (DLO) de ovos, a “Casa do Wolbito”.

Esse método é empregado pelo World Mosquito Program e acontece nas Moreninhas. A “Casa do Wolbito” é um recipiente plástico contendo água e uma cápsula que já vem pronta do Rio de Janeiro com ovos de wolbitos e ração para as larvas.

Esses dispositivos serão instalados em espaços públicos da região. No recipiente, os wolbitos se desenvolvem e passam por todos os estágios larvais, até atingirem a forma adulta alada e saírem voando para proteger a região da dengue, zika e chikungunya.

Método Wolbachia

O Método Wolbachia é resultado da descoberta do WMP de que o mosquito Aedes aegypti, quando contém a bactéria wolbachia, tem sua capacidade reduzida na transmissão de doenças. Campo Grande foi escolhida por ser de médio porte e por sofrer com a alta incidência de dengue. Por isso foi a escolhida no Centro-Oeste para mostrar que o projeto pode funcionar em diversos biomas no Brasil.

O projeto consiste no engajamento da população e depois entra a fase de liberação dos mosquitos por determinado período, cerca de 16 semanas. Esses mosquitos vão se cruzando na natureza e, com o passar do tempo, haverá grande porcentagem do mosquito naquela localidade com a wolbachia, o que resulta na redução das doenças.

A wolbachia é uma bactéria intracelular presente em 60% dos insetos na natureza, mas que não estava presente no Aedes Aegypti. Quando presente no mosquito, ela impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam no mosquito, contribuindo para a redução dessas doenças. Não há modificação genética nem no mosquito nem na bactéria.

 

Fonte: Vox MS

Assessoria de Imprensa do Consórcio Guaicurus



Assetur