NOTÍCIAS | Publicado em 27/09/2021 14:27:32    
Campanha pretende evitar que população dê esmolas na Capital

Lançada na semana passada pela prefeitura de Campo Grande, a campanha “Não dê Esmolas, dê Dignidade. Não dê Esmolas, dê Oportunidades” pretende garantir dignidade às pessoas em situação de rua, principalmente migrantes venezuelanos. A inciativa reforça a importância de a população acionar os serviços da rede municipal, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos.

“Pode parecer estranho essa campanha, só que a prefeitura quer que as pessoas sejam sensibilizadas e possam ver que, às vezes, ao doar você está fortalecendo a permanência daquele ser humano sem a dignidade que ele merece. Tiveram um caminho para estar lá, agora precisam de um caminho para sair de lá, então temos que ajudar”, aponta Bárbara Rodrigues, diretora-adjunta da SDHU.

Até o momento, o Programa de Ação Integrada e Continuada (PAIC) da Prefeitura de Campo Grande profissionalizou 524 pessoas que estavam em situação de rua, muutas usando drogas.

“Esse número é apenas dos atendidos que se profissionalizaram. Desde 2018, 1067 pessoas foram atendidas pelo PAIC, sendo que 430 assistidos concluíram o tratamento, o que corresponde 41,32%”. O restante continua assistido pelas Comunidades Terapêuticas (CT) que são parceiras do programa”, aponta Bárbara Rodrigues.

O período de tratamento é de nove meses, podendo se estender até um ano. Em 2021, o número de vagas nas CTs para atender o público mais que dobrou, passando de 120 para 300 vagas.

As vagas são distribuídas em 11 comunidades terapêuticas, para onde são encaminhados aqueles dependentes que aceitam a oferta do serviço. Alguns deles são abordados pelas equipes do Serviço Especial de Abordagem Social (SEAS).

Os acolhidos têm todo o acompanhamento biopsicossocial; tratamento terapêutico; qualificação profissional, em parceria com a Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (FUNSAT) e Sistema S; e apoio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) na oferta de turmas do EJA (Educação de Jovens e Adultos). Hoje, estão em sala de aula, 83 acolhidos e 24 pessoas já se formaram com o ensino fundamental.

“Aquela pessoa que estava na rua, no semáforo, pedindo esmola e que foi abordada pela SEAS e aceita a oferta do serviço, vai para o acolhimento, depois vai para o tratamento e lá ela tem todas essas qualificações disponibilizadas pela Prefeitura. Ao final do tratamento, ela tem mais condições para seguir a sua vida. Ela continua sendo acompanhada e encaminhada ao mercado de trabalho” conclui Bárbara. São entregues certificados reconhecidos em todo o território nacional.

 

Fonte: Vox MS

Assessoria de Imprensa do Consórcio Guaicurus